sábado, 23 de novembro de 2013

o meu amor


Leva o dorso quase sempre nu
Tem o peito aberto
É intenso no que sente
Ama e guarda rancor
Diz que guarda rancor
Mas ama principalmente 
Faz graça, inventa nomes
As vezes quer se mudar para longe
Quer furar poços
Admira o amigo da floresta
Tem teorias sobre si mesmo
Presta atenção nos sonhos
Diz que nao sabe
Mas as vezes sabe que é bonito
Sabe do seu poder de seduzir
Sabe como pegar, acariciar e cheirar
Sabe o lado que lhe favorece na foto e no palco
Se arruma de um jeito seu
Chama atenção onde passa
Corta as roupas e quer achar um corte de cabelo
Usa pulseiras todos os dias
Usa colares Alguns acham que é de santo
É da Bahia de todos os santos
Parece saído de esparta
É meio grego, meio arabe
É grande e tem fala segura
Muitos o vêem como pai 
As vezes chora quando pensa no pai
Briga com a mãe em um amor que é enorme e abraça a mãe muitas vezes
As vezes passa uns dias triste
Toca violão e canta
Cada vez mais alto
Cada vez mais bonito
Carrega o bebê e o faz sorrir
Sente dor no calcanhar
Mas logo passa
Sente saudade da praia e da vida perto do mar
Mas nao sabe bem onde quer morar agora 
É essencialmente belo e justo
Mergulha, caça o peixe, trata e cozinha
Leva o dorso quase sempre nu.

2 comentários:

Fernanda disse...

Quanto amor nesses versos...

Fernanda disse...

Quanto amor nessas letras...