Leva o dorso quase sempre nu Tem o peito aberto É intenso no que sente Ama e guarda rancor Diz que guarda rancor Mas ama principalmente Faz graça, inventa nomes As vezes quer se mudar para longe Quer furar poços Admira o amigo da floresta Tem teorias sobre si mesmo Presta atenção nos sonhos Diz que nao sabe Mas as vezes sabe que é bonito Sabe do seu poder de seduzir Sabe como pegar, acariciar e cheirar Sabe o lado que lhe favorece na foto e no palco Se arruma de um jeito seu Chama atenção onde passa Corta as roupas e quer achar um corte de cabelo Usa pulseiras todos os dias Usa colares Alguns acham que é de santo É da Bahia de todos os santos Parece saído de esparta É meio grego, meio arabe É grande e tem fala segura Muitos o vêem como pai As vezes chora quando pensa no pai Briga com a mãe em um amor que é enorme e abraça a mãe muitas vezes As vezes passa uns dias triste Toca violão e canta Cada vez mais alto Cada vez mais bonito Carrega o bebê e o faz sorrir Sente dor no calcanhar Mas logo passa Sente saudade da praia e da vida perto do mar Mas nao sabe bem onde quer morar agora É essencialmente belo e justo Mergulha, caça o peixe, trata e cozinha Leva o dorso quase sempre nu.
sábado, 23 de novembro de 2013
o meu amor
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2 comentários:
Quanto amor nesses versos...
Quanto amor nessas letras...
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