a faca no gelo
a menina em cima da faca
ultima brincadeira
instante derradeiro
os olhos da mulher úmidos e negros
o caminhar que a cada segundo afasta
da-me sua mão e seu sossego
me perdoa mas agora eu sou só agua
abre meu peito... derrete o gelo ou me congela por dentro
ate que vire as costas e siga para mais uma esquina sem casa
ate que acene de longe e não mande um beijo
ditas as palavras difíceis e pequenas
adeus sem caminho, voltar para a lareira, quem sabe...
um natal sem ceia.
e entao passaram anos
ficou a praça
ficou o parque
a primavera no parque
agora sem neve, sem branco
a flor silencia o segredo
que grita em mim.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)