sábado, 27 de abril de 2013

ROMA

Quando você vai
me beija e vai
Sai, por aquela porta
E já não me importa mais
Se é tempestade ou calmaria
Essa ventania
Me leva embora...

E eu fico aqui
parada, calada
lambendo os dedos
E eu fico aqui
tarada, calada
com os meus dedos...

(parte bônus se precisar de mais letra)

Quando você volta
por aquela porta
perco a memória
e fico bem, meu bem
que já nem me lembro
todo tempo
que estive só...

Mas em algum lugar do meu peito
Bate um coração de anseio
É que eu escuto por ai
gente que me diz
que em cada porto
há um corpo
pra lhe dar prazer

(final v.1)
E aqui o amor escorre pelos dedos
E em casos tropicais
chuva, chove, roça, molha
aqui o amor escorre pelos dedos
(e eu não vejo)

(final v.2)
Mas o peito não é bobo
ri de qualquer bobagem
e divide essa imagem
entre o que é a estrada para roma
amor
volta para casa
amor
eu sei...


música/letra : Mila e Graco

terça-feira, 9 de abril de 2013

medo não existe

me assombra imensamente
a possibilidade do medo
realmente não existir
quando algumas coisas
me apavoram tanto e tanto
que chamo de tédio
o medo que espanta os dias azuis.

As linhas nas mãos de Niemeyer
de repente me chamaram mais atenção do que todos os prédios
brancos de Brasília
Em 100 anos envelhece mais uma mão ou um prédio?
A vida, um sopro
a mão, uma denuncia
o prédio, uma pedra em cima da outra
espaços para passar o vento, o sol, a pessoa passando sua vida
As mãos-projetos com sua pele já fina
o rosto manchado, olhando calmo
os prédios brancos permanecem
pessoas novas em seus vãos surgem
pessoas olhando por suas janelas
moramos nos prédios de modo diferente do qual moramos nos corpos
mal percebemos nossa casa primeira
a mão não mente o tempo que passa
a caneta traça
um projeto para todo sempre
que um dia também acaba
nem mesmo a pedra...
nenhuma pedra pretende-se eterna.