quinta-feira, 10 de outubro de 2013

te vejo tão de perto
a um palmo do meu rosto
grudado no meu peito
você parece grande, enorme
ai depois te vejo de longe
e te descubro ainda bem pequeno
e você muda a cada dia
inventa um novo barulhinho
um sorriso
um grito, um outro riso
uma cara de choro
seguida de um choro bem forte
e quando te coloco junto ao corpo
as vezes você para
as vezes preciso levantar
me mexer
te levar daqui pra cá
e as vezes só a música te acalma
e algumas outras
só o colo de seu pai
você parece que já gosta de algumas coisas
de banho e de tom jobim
do mobile e de mim

aparição

apareceu então uma casa
no chão
e eu que nem a vi
queria me jogar lá dentro
com todos os sonhos
desejava que agora
entrássemos
sem passar antes pelas enchentes e vazantes da maré das dúvidas