Te descobrir
quem mora em mim
e cresce e cresce
e tem por sina,
por enquanto,
crescer.
Tu que já existe
em potência inteira
mas que se forma a cada dia
a cada minuto
segundo
todo o agora é seu crescer.
Te descobrir
dentro de mim
num lugarzinho tão suave,
protegido,
mas tão frágil ainda
tão frágil
que me dá até medo
Mas de ser sua casa
morada nesse momento exato
te protejo,
te guardo,
até o dia que você nascer
De pronto
já te amo e te espero.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Ainda tenho vinte minutos
e mordidas nos pés de moriçoca
Ainda tenho o vento da tarde
e o sono nas pálpebras de quem tomou vinho noite passada
Ainda tenho tempo
muito tempo
muito, muito tempo
e para isso não mais espero
Simplificar,
tirar as dobras do mundo
Arrumar a casa,
escolher um canto
regar até nascer.
e mordidas nos pés de moriçoca
Ainda tenho o vento da tarde
e o sono nas pálpebras de quem tomou vinho noite passada
Ainda tenho tempo
muito tempo
muito, muito tempo
e para isso não mais espero
Simplificar,
tirar as dobras do mundo
Arrumar a casa,
escolher um canto
regar até nascer.
sábado, 18 de agosto de 2012
Para roma, com amor.
No dia em que a luz bate de frente
e acende o rosto
o corpo
um segundo ser
esquenta do peito
daquele que cabe no seu abraço
no afago, na cama
(vida ao lado)
e o transforma em um outro-público.
Esse ser não é o seu
e nem quer que seja
é aquele verso outro
que cai na boca
na boca da outra
que cai de boca n'outra
Mas o peito não é bobo
ri de qualquer bobagem
e divide essa imagem
entre o que é estrada
para roma...
e o que é a volta para casa
amor.
No dia em que a luz bate de frente
e acende o rosto
o corpo
um segundo ser
esquenta do peito
daquele que cabe no seu abraço
no afago, na cama
(vida ao lado)
e o transforma em um outro-público.
Esse ser não é o seu
e nem quer que seja
é aquele verso outro
que cai na boca
na boca da outra
que cai de boca n'outra
Mas o peito não é bobo
ri de qualquer bobagem
e divide essa imagem
entre o que é estrada
para roma...
e o que é a volta para casa
amor.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
uma história sobre méritos
todos que não tinham nada
e que conseguiram muito
no fundo, no fundo
fazem questão de não perder nada
só para serem os únicos dos seus
a darem tanto, tanto
que todo mérito do outro é só sua dádiva.
e admiram com encanto
aqueles que não tem assim... tanto
mas que repetem a sina ou nem tanto...
mas se perguntar se quer de novo
se quer pro filho
ai desconversa
seu nome não pode cair por terra
mas é muito cruel dar tudo
e que conseguiram muito
no fundo, no fundo
fazem questão de não perder nada
só para serem os únicos dos seus
a darem tanto, tanto
que todo mérito do outro é só sua dádiva.
e admiram com encanto
aqueles que não tem assim... tanto
mas que repetem a sina ou nem tanto...
mas se perguntar se quer de novo
se quer pro filho
ai desconversa
seu nome não pode cair por terra
mas é muito cruel dar tudo
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Cidade acesa
A cidade acesa da janela
as horas apagam as casas
e o corpo sobre a cama
não repousa em sonho
mexe de um lado para o outro
tentando descobrir um posição em si
e na cama
A cidade quase toda apagada
uma idéia acesa na cabeça
despertada
fechar os olhos resolve,
pensa
e se pensa, não dorme.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Vejo as moças doces
já não me vejo doce
a doçura
esvai de mim, até eu virar
uma paisagem
Vejo essas moças alegres
floridas, ingênuas
e me vejo tão breve, efêmera
um sopro distante
em um tempo
atrás
Como se não houvesse retalho
tesoura, candura
como se uma mata escura
se fechasse e o céu também
e nunca mais sangrasse
e não fosse mais beleza
Como se bastasse esperar
já não me vejo doce
a doçura
esvai de mim, até eu virar
uma paisagem
Vejo essas moças alegres
floridas, ingênuas
e me vejo tão breve, efêmera
um sopro distante
em um tempo
atrás
Como se não houvesse retalho
tesoura, candura
como se uma mata escura
se fechasse e o céu também
e nunca mais sangrasse
e não fosse mais beleza
Como se bastasse esperar
sábado, 26 de maio de 2012
beleza são coisas tão pequenas
um passo no escuro
uma dança lá dentro
acesa.
beleza são coisas tão pequenas
um beijo no silêncio
uma música inteira
me dança.
beleza são coisas tão pequenas
me sentir tão sua
nas suas mãos imensas
me sentir pequena - nua.
tal qual um bichinho bobo
calmo e submisso
tal qual uma fera solta
devorando o seu sentido
tal qual qualquer coisa
dentre tantas outras
o que há de belo e justo
são coisas tão pequenas
a beleza. o amor.
engrandecem.
um passo no escuro
uma dança lá dentro
acesa.
beleza são coisas tão pequenas
um beijo no silêncio
uma música inteira
me dança.
beleza são coisas tão pequenas
me sentir tão sua
nas suas mãos imensas
me sentir pequena - nua.
tal qual um bichinho bobo
calmo e submisso
tal qual uma fera solta
devorando o seu sentido
tal qual qualquer coisa
dentre tantas outras
o que há de belo e justo
são coisas tão pequenas
a beleza. o amor.
engrandecem.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
poucas notícias
muita distância
uma língua macia
que dá gosto na boca
quando começa a ser dita
e, certamente está
um mundo de estrelas
e uma torre que pisca
ruas tão largas
e seus sapatos vermelhos
no meu peito eu seguro
meu amor verdadeiro
que grita à quem um dia, estranha (te extraño)
- eu te pertenço
somos tão nossas
por que nos escolhemos
então eu sigo
sem mandar notícias todos os dias
e sem também receber
para aguentar a saudade daqui e de lá
e para enfim logo confessar
faz tanto tempo
mas parece que foi ontem.
muita distância
uma língua macia
que dá gosto na boca
quando começa a ser dita
e, certamente está
um mundo de estrelas
e uma torre que pisca
ruas tão largas
e seus sapatos vermelhos
no meu peito eu seguro
meu amor verdadeiro
que grita à quem um dia, estranha (te extraño)
- eu te pertenço
somos tão nossas
por que nos escolhemos
então eu sigo
sem mandar notícias todos os dias
e sem também receber
para aguentar a saudade daqui e de lá
e para enfim logo confessar
faz tanto tempo
mas parece que foi ontem.
Parece ontem-longe
uma varanda em cima nuvem
nuvem nuvem naquele vento
da janela para a areia
a ampulheta de um tempo
que não fazia questão de passar
mas passava em cabelos que crescem e são cortados
em unhas que crescem e são ruídas
em rugas que nascem e não se pode fazer nada
as pessoas morem
Do seu coração, menino lobo
você me disse, nem me lembro
me disse muito do seu coração
até de exame você me disse mas nem me lembro bem
veio outro assunto mas ai você morre, você vem e morre.
perdi o enterro e aos poucos perco as lembranças
quase não me lembro o que conversamos naquela varanda
quase não me lembro da paisagem quase
quase, quase porque de tudo lembro
lembro que sinto saudade de você.
uma varanda em cima nuvem
nuvem nuvem naquele vento
da janela para a areia
a ampulheta de um tempo
que não fazia questão de passar
mas passava em cabelos que crescem e são cortados
em unhas que crescem e são ruídas
em rugas que nascem e não se pode fazer nada
as pessoas morem
Do seu coração, menino lobo
você me disse, nem me lembro
me disse muito do seu coração
até de exame você me disse mas nem me lembro bem
veio outro assunto mas ai você morre, você vem e morre.
perdi o enterro e aos poucos perco as lembranças
quase não me lembro o que conversamos naquela varanda
quase não me lembro da paisagem quase
quase, quase porque de tudo lembro
lembro que sinto saudade de você.
terça-feira, 10 de abril de 2012
domingo, 25 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Canto de boca
A sua língua entra na minha boca
A sua língua entra na minha boca e faz uma festa
Então sussurra qualquer coisa e faz uma festa
A sua língua lambe meu pescoço
A sua língua entra na minha boca
A sua língua desce pelo meu ombro
A sua língua vai me lambendo
A sua língua lambe meu seio e me arrepia
O seu dente morde meu seio e me arrepia
A sua boca chupa os meus seios
A sua boca...
A sua língua desce meu corpo mas não tem pressa
A sua língua me lambe toda mas não tem pressa
A sua língua passeia por minha barriga
Sua boca desce tranqüila
A sua boca desce tranqüila por minhas pernas
Os seus dentes mordem minhas coxas
A sua língua entra na minha
A sua língua entra na minha boca e faz uma festa
A sua língua entra na minha boca e em toda fresta.
A sua língua entra na minha boca
A sua língua entra na minha boca e faz uma festa
Então sussurra qualquer coisa e faz uma festa
A sua língua lambe meu pescoço
A sua língua entra na minha boca
A sua língua desce pelo meu ombro
A sua língua vai me lambendo
A sua língua lambe meu seio e me arrepia
O seu dente morde meu seio e me arrepia
A sua boca chupa os meus seios
A sua boca...
A sua língua desce meu corpo mas não tem pressa
A sua língua me lambe toda mas não tem pressa
A sua língua passeia por minha barriga
Sua boca desce tranqüila
A sua boca desce tranqüila por minhas pernas
Os seus dentes mordem minhas coxas
A sua língua entra na minha
A sua língua entra na minha boca e faz uma festa
A sua língua entra na minha boca e em toda fresta.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
meus irmãos pequenos
meus irmão pequenos
o que serão?
não sei.
mas vai passar o tempo
e grandes, então...
para sempre
todo o sempre
meus irmãos.
o que serão?
não sei.
mas vai passar o tempo
e grandes, então...
para sempre
todo o sempre
meus irmãos.
Francisco
Francisco,
te entrego minhas dúvidas
perguntas, livros
meu corpo
te entrego qualquer inexatidão
qualquer momento menor que o
agora.
Me deixa sã, Francisco
no seu leito me deito,
em amor, me cubro de você.
Me fala baixinho, Francisco,
no seu movimento de subir e descer
de esvaziar e encher
me mostra o passar do tempo.
E se essas lágrimas, Francisco,
salgadas, entrarem em seu ser tão doce
me acolhe em mim, Francisco
deixa-nos ser "salobros"
um pouco e
depois deixa-me ao vento
e no fim do seu percurso
ao mar que me entrega
me leva e depois nasce de mim.
te entrego minhas dúvidas
perguntas, livros
meu corpo
te entrego qualquer inexatidão
qualquer momento menor que o
agora.
Me deixa sã, Francisco
no seu leito me deito,
em amor, me cubro de você.
Me fala baixinho, Francisco,
no seu movimento de subir e descer
de esvaziar e encher
me mostra o passar do tempo.
E se essas lágrimas, Francisco,
salgadas, entrarem em seu ser tão doce
me acolhe em mim, Francisco
deixa-nos ser "salobros"
um pouco e
depois deixa-me ao vento
e no fim do seu percurso
ao mar que me entrega
me leva e depois nasce de mim.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
o seu avô
as vezes o seu avô sorri
ele que é tão sério
quase sisudo...
as vezes ele sorri
e vendo ele sorrir ao nosso lado
eu penso que os velhinhos merecem esquecer da vida toda
por alguns instantes
e esquecer do corpo
do remédio, de acordar cedo, da lonjura do tempo que passa
e nos novos sentir-se novos
como foram
um dia serei uma velhinha
e do meu lado espero ver-te como vovô
te verei tão jovem, meu amor
vendo-nos passar em tempo
ficar contente
quanto o dia que seu avô sorriu
ao lado nosso.
ele que é tão sério
quase sisudo...
as vezes ele sorri
e vendo ele sorrir ao nosso lado
eu penso que os velhinhos merecem esquecer da vida toda
por alguns instantes
e esquecer do corpo
do remédio, de acordar cedo, da lonjura do tempo que passa
e nos novos sentir-se novos
como foram
um dia serei uma velhinha
e do meu lado espero ver-te como vovô
te verei tão jovem, meu amor
vendo-nos passar em tempo
ficar contente
quanto o dia que seu avô sorriu
ao lado nosso.
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