As linhas nas mãos de Niemeyer
de repente me chamaram mais atenção do que todos os prédios
brancos de Brasília
Em 100 anos envelhece mais uma mão ou um prédio?
A vida, um sopro
a mão, uma denuncia
o prédio, uma pedra em cima da outra
espaços para passar o vento, o sol, a pessoa passando sua vida
As mãos-projetos com sua pele já fina
o rosto manchado, olhando calmo
os prédios brancos permanecem
pessoas novas em seus vãos surgem
pessoas olhando por suas janelas
moramos nos prédios de modo diferente do qual moramos nos corpos
mal percebemos nossa casa primeira
a mão não mente o tempo que passa
a caneta traça
um projeto para todo sempre
que um dia também acaba
nem mesmo a pedra...
nenhuma pedra pretende-se eterna.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário