O vestido azul no prego da porta.
Eu, com pouco seio, não me atrevi.
Antes o tivesse levado, para longe,
mantive no prego anunciando descaso
não teria feito ajuste
sequer bailado uma valsa, esmeril
não combinaria cor
mas não tive coragem de rasgá-lo
simplesmente o mirei,
ali no prego da porta
e o senti, pregado no peito.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
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