quarta-feira, 14 de julho de 2010

da janela trago a fumaça do trem
no instante impreciso rogo ao trem
mais uma parada
deixe meu irmão subir
cigarra que canta ciranda
que engana o caminho do não, da mão, da mãe
que não tem paz, que não tem pai
mas quatro irmãos
deixe minha irmã rir
sem que tenha que ser esplêndido o tempo todo
por que é simplesmente por ser
e deixe meu outro irmão nascer
que nesse mundo eu o abraço
quem quer que seja
quem quer que venha a ser.

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