ah, flor...
a vida já não cabe em caixas
vou com a roupa do corpo
mas ela vai voando, solta
uma sacola pequena
só para não ficar nua
ao ver a dança dos tecidos no varal
mas a nudez veio para alma
essa sim
sem pudor
se lança no mar
e sente a agua nos poros
e o sol na tête
mas
das caixas que brotam letrinhas pequenas, só
de cartas, bilhetinhos
daquele de amor de melhor amiga...
essas eu guardei, ali, quietinhas
dá certeza de viver, sabe?
sei que sabe... que sempre te respondi em tempo hábil.
já desinventei isso de caber todinha na mala
meus braços hoje me pediram gestos amplos
e hoje a noite a gente dança, a gente ri
e a gente brinda com as estrelas
sábado, 19 de dezembro de 2009
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