sábado, 6 de agosto de 2011

Mil flores
um sol
bem alto
e as mil flores
seguem o sol
Crescem com gosto
imaginam poder alcançar
um pedaço de sol
um pedaço de nuvem
derretendo na boca
mil flores

quinta-feira, 28 de julho de 2011

perde-se tempo, perdendo-se tempo
perde-se tempo, procurando-se tempo
tempo bom é tempo em que se perde-se
seus olhos de água
abertos no mar
o sal nos seus olhos
de tanto chorar

seus olhos de chuva
imensa manhã
dormir no aconchego
depois, acordar
Não existe mais oito
não existe mais dez
existe um dia mais longo
e uma noite voraz a engolir meus sonhos
no japão o japones vive o contrário dos meus ponteiros
sorri de olho fechado
o japones
o japones
não existe mais maio ou outubro que não acabe
não existem mais flores naquele vaso
mas nascem uns ramos verdes da terra
não existe mais nada
não existe nada japones
e a vida se renova.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

onde voce tem colocado sua libido?

o desejo percorre que caminho
sai pela boca, ou entra pelas pernas
o poema
a poesia
o poema
a poesia
o poema
a poesia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

como se algum tipo de anjo
passando entre seus dedos
lhe conferisse um segredo
ou uma força sem igual

sabia, era frágil tudo isso de amor
saía e a olhava com um olhar quase morno
sumindo na porta

e de preguiça de vê-la
talvez não mais voltasse
talvez se demorasse
na rua de sexta feira

sabia quase nada dessa coisa de amor
voltada sem pensar um olhar quase morto
deixa de fora

talvez tivesse nua
em baixo de tantas cobertas
esse brincar de amor puro
quase um pecado deixa-la

mas homem, macho - não nega.

e se algum tipo de anjo
passeando entre seus dedos
lhe confessasse um segredo
e perdesse a aureola

mas homem, macho - não nega.