terça-feira, 30 de junho de 2009

Quando você foi embora...
andei na velha praia por horas
deixei escurecer
e amanhecer
e fazer calor
Sentei na antiga pedra de sonhos
e dei o grito mais forte
Mas você não voltou.
Decidi que ia morrer ali
Uns 80 anos depois...
Quando já tivesse vivido o bastante
e o sufuciente
para não mais te esperar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Na cidade sem mar
Queria te devolver meus cachos
Para você nadar em minhas ondas
E eu te dizer
ao pé do ouvido
Que eles nascem cacheados
Sim,
Hoje, confesso, ficaram sem voltas
Não importa o tempo
Não influi o vento
Se posso dormir ao relento
e pegar chuva... foi quase sem querer...
Mas quando nascem
Nasce do bom
Nasce do jeito que você gosta.

sábado, 20 de junho de 2009

Onde escondia a voz
que agora flui, permite, convida?
Onde guardava o olhar
que atravessa, invade, convida?
Onde segurava a leveza
que se transforma, que venta, que é fim de tarde
e convite...
De onde veio essa calma...
me ensina.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O pai de
Osmar
Errou o plural
Os mares
Oh!Mar
E tem quantos mares?
Osmar
era meu professor de biologia
e não de português ou geografia.

Osmar me ensinou o gene egoísta
Achei viver um pouco cruel...
grão de areia
e oceano
o que é tudo que sei
posto ao lado do infinito do que não sei?
mas quem pode medir
meu desejo de descobrir?
o mundo é grande Raimundo
o mundo é vasto Carlos
e tudo é mar
a gota
o peixe
o grão de areia
e até o balançar...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

rotação
translação
roda gigante
gosto de tudo
que faz o mundo
girar.

Na ponta dos pés
toco, olho, sinto.
Debaixo dos pés
o mundo gira.
Segura bem firme,
abraça forte.
E o tempo que passa
parece até brincadeira.
bobagem
acende um versinho
que já madrugou