a luz se entrega a gota
abraça
ar. cor. íris.
ri
reluz
pequena nas mãos
diamantes de água
não se pega na cor
no pote de ouro
mas se molha na chuva
e se colore por dentro
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
o vento grita
a planta feita para o vento
nem balança
meus cabelos presos no topo
quase não sentem
mas as bonecas penduradas caem
e à intriga do apito
levanto e fecho as janelas
meus cabelos em névoa
pedem, solto
abro a porta da varanda
perto das plantas que sentem o vento
eu sinto
pimenteira
quer água
eu quero tempo
quero vento
o vento no rosto
só.
a planta feita para o vento
nem balança
meus cabelos presos no topo
quase não sentem
mas as bonecas penduradas caem
e à intriga do apito
levanto e fecho as janelas
meus cabelos em névoa
pedem, solto
abro a porta da varanda
perto das plantas que sentem o vento
eu sinto
pimenteira
quer água
eu quero tempo
quero vento
o vento no rosto
só.
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
portocamba
saudade bruta
de agosto
quando sentava na mesa com ele
e cortava cerejas na ponta da faca
ele passava o café
que logo apitava
dava um gole
eu achava que podia descobrir o que ele queria
ele sempre me surpreendia
ele bebia iogurte
eu comia, comia
a gente dividia a casa
e tinha cuidado com as horas do dia
colocar a roupa no varal quando seca, ele ensinava
e comia sopa sem gosto
feita de caixinha e carinho
em agosto
as vezes, muitas vezes, ele ria
do meu amor desastrado.
de agosto
quando sentava na mesa com ele
e cortava cerejas na ponta da faca
ele passava o café
que logo apitava
dava um gole
eu achava que podia descobrir o que ele queria
ele sempre me surpreendia
ele bebia iogurte
eu comia, comia
a gente dividia a casa
e tinha cuidado com as horas do dia
colocar a roupa no varal quando seca, ele ensinava
e comia sopa sem gosto
feita de caixinha e carinho
em agosto
as vezes, muitas vezes, ele ria
do meu amor desastrado.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
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